Até agora, acompanhamos os bastidores da Operação Prato: enquanto pareceres de gabinete buscavam atribuir os eventos a quadros de ansiedade coletiva, o registro de lesões físicas reais forçou a Força Aérea Brasileira (FAB) a adotar uma abordagem estritamente militar. Diante da constatação de que estruturas físicas e não identificadas sobrevoavam o espaço aéreo paraense, o Comando da Aeronáutica alterou sua estratégia no final de novembro de 1977, passando a investigar fenômenos de grande escala, como as Naves Mãe de Mosqueiro.
A missão passou a focar no monitoramento técnico e na coleta de dados primários. Foi nesse contexto que o Capitão Uyrangê Hollanda assumiu o comando direto das operações em campo, acompanhado por reforços da 2ª Seção do I COMAR e agentes do Centro de Informações de Segurança da Aeronáutica (CISA).
📸 O Arsenal de Monitoramento Eletrônico na Selva
Os relatórios operacionais desclassificados da segunda fase da missão revelam que os militares estruturaram uma base de observação óptica e radiogoniométrica. A equipe compreendeu que, para obter validação técnica, necessitava de registros em mídias de alta sensibilidade e resolução.
O inventário de equipamentos listado no relatório oficial da equipe de Hollanda reflete o padrão de inteligência da época:
- Sistemas Ópticos de Longo Alcance: Além das câmeras convencionais Minolta SRT-101, os agentes passaram a operar corpos Nikon F e câmeras Yashica equipados com super-teleobjetivas, incluindo uma lente Rokkor de 1.200mm f/5.6 e objetivas de 400mm — conjunto projetado para fotogrametria e detalhamento de estruturas a quilômetros de distância no horizonte.
- Registro Cinematográfico: A equipe foi dotada de uma filmadora Super-8 Canon Auto Zoom 514XL. O documento confirma que a FAB não se limitou a fotografias estáticas, registrando o deslocamento dos UAPs em películas de cinema coloridas.
- Instrumentação Meteorológica: Teodolitos científicos eram posicionados em áreas abertas (como campos de futebol e orlas de praias) para a medição contínua de ângulos de azimute, elevação e altitude aparente das luzes.
🛸 O Incrível Relato sobre as “Naves Mãe” de Mosqueiro
Com essa infraestrutura posicionada em pontos estratégicos, a equipe militar começou a catalogar eventos de grande escala. Uma das ocorrências mais expressivas foi registrada na noite de 28 de novembro de 1977, às 19h30, na Vila de Mosqueiro.
O avistamento consta formalmente no relatório a partir do depoimento de Miguel da Silva Moreira (31 anos, mestre de obras, catalogado sob o código F33). O documento oficial da Aeronáutica detalha o evento passo a passo:
- Estrutura Principal de Grande Porte: Da Vila do Mosqueiro, o informante observou um objeto de grandes proporções estacionado na direção da Baía do Sol/Colares, a uma altitude estimada entre 1.800 e 2.000 metros. Apesar da distância de aproximadamente 15 quilômetros, o volume do artefato era tão expressivo que seu tamanho aparente no horizonte foi estimado em 20 centímetros.
- Fenômeno de Absorção (Acoplamento): O objeto principal permanecia suspenso e emitia focos de luz azulada em intervalos regulares a partir de sua base. Repentinamente, dois UAPs menores, vindos de trajetórias opostas no céu, aproximaram-se da estrutura principal e foram totalmente absorvidos pelo objeto maior.
- Liberação de Unidades Menores: Cerca de três minutos após a fusão, o objeto principal realizou a operação inversa: cinco pequenos corpos luminosos emergiram de seu interior e se dispersaram pelo espaço aéreo.
- Facho de Luz e Deslocamento: Em seguida, o objeto maior projetou para o solo três rápidos e intensos feixes de luz azulada (comparados a flashes fotográficos) e, aplicando aceleração instantânea, evadiu-se em alta velocidade na direção nordeste.
🛸 Ficha do Incidente de Mosqueiro (28/11/1977)
| Fator Analisado | Registro no Relatório Oficial (F33 / A2) |
| Estrutura Principal | Nave Mãe de grande volume em posição estacionária |
| Comportamento Tático | Absorção de 2 objetos menores e subsequente liberação de 5 unidades |
| Assinatura Óptica | Emissão de 3 feixes azuis de alta intensidade em direção ao solo |
| Padrão de Evasão | Transição direta do estado suspenso para aceleração de alta velocidade |
📡 Anomalias Eletromagnéticas e Bússolas Descontroladas
Os registros visuais do Capitão Hollanda e de seus agentes confirmaram que os artefatos executavam trajetórias e manobras inteligentes, mas as alterações físicas estenderam-se ao campo eletromagnético.
Nos relatórios de campo elaborados durante as vigílias, os agentes de inteligência anotaram que a aproximação dos objetos provocava interferências diretas nos equipamentos de terra:
- Os transmissores e receptores portáteis militares (transceptores CET / Hand Talkies) sofriam perda total de sinal ou bloqueio de estática por até 20 minutos contínuos;
- Durante a passagem de corpos luminosos a baixa altitude (como o evento de 5 de novembro de 1977), os operadores registraram efeitos eletrostáticos e variação na agulha magnética dos teodolitos, que vibrava descontroladamente em um arco de 30º.
Os diários operacionais revelam que a missão havia superado a fase de checagem inicial. Sob a lente das super-teleobjetivas de 1.200mm, a Força Aérea Brasileira catalogava estruturas complexas, com capacidade de acoplamento aéreo e efeito direto sobre a instrumentação eletrônica em solo.
No Próximo Episódio… No Episódio 4 desta minissérie, investigaremos um dos relatórios mais intrigantes da Operação Prato: O Caso da Fazenda Jejú. Analisaremos os croquis militares com marcas no solo, perfurações simétricas de 1,60 metro de profundidade e o depoimento sobre o objeto que executou rotações rente à vegetação na selva. Acompanhe!
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